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Notação científica

 
Por Flávio da Costa Gonçalves

Muitas grandezas com as quais os cientistas lidam tem frequentemente valores muito grandes ou muito pequenos. Por exemplo, a velocidade da luz é de aproximadamente 300 000 000 m/s, e a tinta necessária para escrever uma letra em um livro tem massa de cerca de 0,000 000 001 kg; o raio do núcleo de um átomo é da ordem de 0,000 000 000 000 001 m. Obviamente, é muito trabalhoso ler, escrever e memorizar números como esses. Evitamos esse problema utilizando um método que lida com potências do número 10.


100 = 1
10
1 = 10
10
2 = 10 x 10 = 100
10
3 = 10 x 10 x 10 = 1 000
10
4 = 10 x 10 x 10 x 10 = 10 000
10
5 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 100 000

e assim por diante. O número de zeros corresponde à potência a que 10 é elevado, chamado expoente de 10. Por exemplo, a velocidade da luz, 300 000 000 m/s, pode ser expressa como 3 x 10
8 m/s.

Desta forma, alguns números representativos menores que a unidade são:

Nesses casos, o número de casas que o ponto decimal está à esquerda do dígito 1 é igual ao valor do expoente negativo. Diz-se que estão expressos em notação científica os números expressos como alguma potência de 10 multiplicada por outro número entre1 e 10. Por exemplo, a notação científica para 4 987 000 000 é 4,987 x 109 e a notação científica de 0,000 072 128 é 7, 2128 x 10-4.

Quando estão sendo multiplicados números expressos na notação científica, é muito útil a seguinte regra geral:

10n x 10m = 10n+m

em que n e m podem ser quaisquer números (não necessariamente inteiros). Por exemplo, 102 x 105 = 102+5 = 107. A regra também se aplica a expoentes negativo: 103 x 10-8 = 103+(-8) = 10-5

Ao dividir números expressos em notação científica, observe que:

por exemplo:

Por outro lado,


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