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Comprovações da teoria da relatividade feitas no Brasil
 
Por Flávio da Costa Gonçalves
   
O princípio da relatividade foi surgindo ao longo da história da filosofia e da ciência como consequência da compreensão progressiva de que dois referenciais diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de um mesmo efeito.

A relatividade foi introduzida na ciência moderna por Galileu e afirma que o movimento, ou pelo menos o movimento retilíneo uniforme, só tem algum significado quando comparado com algum outro ponto de referência. Segundo o princípio da relatividade de Galileu, não existe sistema de referência absoluto pelo qual todos os outros movimentos possam ser medidos. Galileu referia-se à posição relativa do Sol (ou sistema solar) com as estrelas de fundo. 
 
Com isso, Galileu elaborou um conjunto de transformações que mais tarde foram chamadas  em sua homenagem de "transformadas de Galileu", compostas de cinco leis para sintetizar as leis do movimento. Mas naquele tempo acreditava-se que a propagação eletromagnética, ou seja, a luz, fosse instantânea; e, portanto, Galileu e mesmo Newton não consideravam em seus cálculos que os acontecimentos observados (cronometrados) fossem dissociados dos fatos. Esse fenômeno que separava a luz do som, aqui na Terra, seria mais acentuado quando observado a grandes distâncias, e já mostrava, em fins do século XIX, a importância de estabelecer normas aplicáveis em uma teoria do tempo.

No que se refere a Teoria da Relatividade de Einstein, havia muitas previsões inovadoras para a época em que foi lançada (1905). Entre outras coisas, a Teria da Relatividade previa que um corpo em velocidade próxima a da luz se transformaria gradualmente em energia, além das dimensões de um corpo dependerem do observador, e de que o Universo era curvo (e não retilíneo como se pensou desde a Grécia Antiga).

Porém, o "Espaço Curvo" era muito pequeno para ser observado em laboratório. Assim, a única forma de verificar esta previsão era durante um eclipse total do Sol - a massa do Sol é grande o bastante para causar deflexões na trajetória da luz das estrelas.

Então, escolhe-se duas estrelas que durante o eclipse estão em lados opostos do Sol. Elas são fotografados do mesmo local, antes e durante o eclipse, quando a luz provenientes delas passa junto ao Sol. Se, de fato, a luz sofre atração gravitacional devido à presença do Sol, a distância aparente das estrelas, durante o eclipse, será menor



As linhas tracejadas mostram a trajetória de luz proveniente das estrelas
quando o Sol não está presente. As linhas cheias mostram esta
trajetória durante o eclipse do Sol - a presença
do Sol desvia a a trajetória da luz deslocando a posição aparente das estrelas.

E a oportunidade de observar esta previsão surgiu em um eclipse do Sol ocorrido em Sobral (Ceará), em 1919. Uma comissão de cientistas ingleses veio ao Brasil para observar o fenômeno e comprovar esta previsão de Einstein. O próprio autor da Teoria da Relatividade não esteve presente à época dos fatos; e nas observações do eclipse, ficou comprovado a curvatura do espaço e as previsões de Einstein sobre a relatividade.



O vídeo abaixo, da série "Poeira da Estrelas", da TV Globo, ilustra como ocorreu essa história interessante que colocou o Brasil no cenário científico mundial.
 
                       
 
Esta foi a primeira das muitas comprovações científicas que a Teoria da Relatividade foi submetida. A mais famosa, sobre a validade da famosa equação E=mc² foi feita em 2006. E como previsto, mais uma vez a Teoria da Relatividade mostrou-se válida neste aspecto.

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