Por Flávio da Costa Gonçalves
CAMPOS DO JORDÃO (Lua bonita…) – Como morador do interior do estado de São Paulo, cresci ouvindo crenças do tipo “você tem que cortar o cabelo na Lua cheia para que ele fique bem bonito” ou que ” comece sua dieta na Lua nova, pois só assim ela dá certo.” Creio eu que todos já ouviram uma afirmação como esta alguma vez na vida.
É muito interessante perceber o quanto muitas pessoas levam a sério este tipo de afirmação, apesar de nenhuma comprovação científica de sua veracidade. Quantas mulheres deixam de cortar seu cabelo em determinada fase da Lua? Quantas pessoas evitam apontar para as estrelas para não correr o risco de ter alguma verruga enxerida no dedos? Quantas pessoas escondem objetos de metal e cobrem os espelhos com medo dos raios?
Tudo isso faz parte da cultura popular. Talvez uma cultura exagerada de um povo que não teve muito contato com a ciência e suas teorias durante quase toda a vida. Mas não lidaremos com essas afirmações por enquanto. Na verdade, queria apenas discorrer sobre um artigo interessantíssimo sobre a relação entre as fases da Lua, marés e o nascimento de bebês. Eu mesmo passei por uma situação interessante ao ter que explicar para uma ex-aluna se é verdade que bebês concebidos na lua nova nascem meninas e os bebês concebidos na lua cheia nascem meninos. Eu mesmo nunca havia me interessado por essa pergunta antes, talvez por julgar a pergunta como um fruto exclusivo da crendice popular, ou inicialmente, um pensamento totalmente absurdo.
Por mais que algumas situações ou afirmações nos pareça absurdas em uma primeira análise, é fato que elas precisam ser realmente comprovadas ou descartadas por análises científicas. Senão, corremos o risco de alimentar uma verdade em uma falsa afirmação popular.
Uma destas afirmações diz que o amor é incontável, inexplicável e imprevisível; em um interpretação mais simples, podemos entender que estamos afirmando com isso que o amor não pode ser previsto, bem como o tempo de sua duração. Porém, um lado incrível disto é que existe um estudo pouco conhecido de um matemático americano na década de 1970 que tentou matematicamente provar que determinado casal de namorados permaneceriam juntos por mais de 2 anos. Na primeira tentativa, ele previu que apenas 12 dos 40 casais pesquisados permaneceriam juntos; errou por 6. Na segunda tentativa, já perto dos anos 80, pesquisou 178 casais e previu que 17 ficariam juntos após 2 anos. No fim de seu estudo “A Matemática do Amor”, este matemático chegou ao incrível nível de acerto de 98,9%!
Este é um dos casos em que a ciência entrou em campo para tentar explicar algum fenômeno humano ainda não explicado.
O outro caso aconteceu no Brasil, em um artigo sobre os as fases da Lua, marés e bebês, de Fernando Lang da Silveira, da UFRGS. Um estudo muito interessante sobre a relação que existe entre as variáveis que muitas mulheres acreditam determinar uma gravidez, o sexo do bebê, o futuro, etc.
Não deixe de ler este artigo muito interessante! Basta clicar no link abaixo:
http://astro.if.ufrgs.br/lang/lang.htm
Ah sim, eu nasci em uma Lua minguante no mês de novembro. Como eu sei disso? Não, eu não vi in loco, mas vi nesse site aqui.