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FELIZ DIA DO FÍSICO!

COMPARANDO O TAMANHO DOS CORPOS CELESTES

Como seria a nossa percepção do tamanho dos corpos celestes se eles fossem colocados lado a lado?

Esta é a ideia da animação acima, que mostra comparativamente o tamanho dos planetas de nosso sistema solar e de estrelas, gigantes vermelhas, gigantes azuis, entre outros corpos.

Após assistir ao vídeo, é difícil não terl ter uma dimensão de como somos pequenos perante o universo.

 

DEZ PERGUNTAS PARA FAZER A UM ALIENÍGENA

Por Flávio da Costa Gonçalves

Campos do Jordão (Oh! Oh! Seu Moço!/Do Disco Voador/Me leve com você/Prá onde você for/Oh! Oh! Seu Moço!/Mas não me deixe aqui/Enquanto eu sei que tem/Tanta estrela por aí…) – Iniciemos esta postagem com as palavras de Carl Sagan, um dos maiores astrônomos e divulgadores da ciência do século XX. Estas palavras foram retiradas do livro “O mundo assombrado pelos demônios – A ciência vista como uma vela no escuro” (Companhia das Letras, 5ª reimpressão, 2010):

“De vez em quando recebo uma carta de alguém que está em ‘contato’ com extraterrestres. Sou convidado a “lhes fazer qualquer pergunta”. E assim, com o passar dos anos, acabei preparando uma pequena lista de questões. Os extraterrestres são muito adiantados, lembrem-se. Por isso faço perguntas como: “Por favor, dê uma prova breve do último teorema de Fermat”. Ou a conjectura de Goldbach. E depois tenho de explicar do que se trata, porque os extraterrestres não devem conhecer esses problemas por esses nomes. Nunca recebo uma resposta. Por outro lado, se pergunto coisas como “Deveríamos ser bons?”, quase sempre obtenho uma resposta. Esses alienígenas sentem-se extremamente felizes em responder qualquer questão vaga, especialmente envolvendo juízos morais convencionais. Mas acerca de qualquer problema específico, em que há uma chance de descobrir se eles realmente sabem algo mais do que a maioria dos humanos, há apenas silêncio (…)”

“É um exercício estimulante pensar que nenhum ser humano hoje em dia saberia responder. É ainda mais desafiador formular essas perguntas em áreas que não sejam a matemática. Talvez devêssemos fazer um concurso e reunir as melhores respostas em ‘Dez perguntas para fazer a um alienígena’.”

Desta proposta de Sagan surgiu a ideia desta postagem, onde coloco as dez questões que considero mais interessantes a se fazer a um alienígena. E convido você, querido (a) leitor (a) a colocar as suas questões aí embaixo na área de comentários:

1) De onde você veio?

2) Porque visitar o planeta Terra?

3) Qual sua concepção de criação do Universo?

4) Ao todo, quantas espécies inteligentes conhecem?

5) Qual a teoria correta (se existir) para explicar a “Teoria do Campo Unificado?”

6) A teoria da Panspermia pode ser considerada como uma boa explicação para a origem da vida no universo?

7) Qual a condição mínima para o surgimento de vida (inteligente ou não) em um planeta?

8) O bóson de Higgs foi observado pela sua espécie? Sob quais condições?

9) É possível viajar acima da velocidade da luz?

10) Existe cura para doenças que o ser humano considera de difícil ou nenhum tratamento, como AIDS ou o câncer?

 

QUASE MAIS RÁPIDO DO QUE A LUZ

Não entendeu? Clique aqui, aqui e depois aqui.

MITCHELL E AS RELÍQUIAS DO ESPAÇO

O ex-astronauta Edgar Mitchell e a NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, chegaram a um acordo que pos fim a um processo judicial que já durava dois anos. O motivo do litígio? Mitchell, que foi o sexto homem a pisar na Lua, tentou leiloar a câmera supostamente cedida a ele pela NASA e que foi utilizada em sua missão à Lua em 1971.

No processo a NASA argumenta que o equipamento era de sua propriedade e mesmo após o fim de sua operação, todo e qualquer aparato utilizado continua como sua propriedade, exceto em casos especiais, quando os equipamentos são cedidos ou doados para outra pessoa. Em sua defesa, Mitchell diz que recebeu o equipamento como um presente da própria agência pelos quarenta anos da missão Apollo 14.

A câmera em questão estava avaliada em US$ 80 mil. Por sorte, o leilão foi suspenso até que se chegasse a uma decisão final sobre a propriedade da câmera. O destino final do equipamento deve ser o Museu Nacional do Espaço, em Washington.

O caso de Mitchell não foi o primeiro envolvendo a venda de equipamentos e materiais coletados em missões espaciais. Em maio deste ano, uma americana foi detida após tentar vender uma rocha lunar por US$ 1,7 milhão (cerca de 2,9 milhões de reais). Centenas de quilos dessas rochas foram coletadas durante as missões do projeto Apollo; algumas dessas rochas foram doadas para museus e governos do mundo todo e uma boa quantidade está desaparecida. E este não foi o único caso: em 2009, fragmentos da cratera de Gebel Kamil, no Egito, formada pela queda de um meteorito há cerca de 5 mil anos, começaram entupir os sites especializados em comércio de souvenires especiais (sim, eles existem!). A cratera tinha a sua localização guardada a sete chaves pelos cientistas responsáveis pela sua descoberta, mas o caos político no Egito e a gana de caçadores de meteoritos, misteriosamente, permitiu que a cratera fosse descoberta e explorada. Para que se tenha uma ideia, em um dos sites que vendem esse tipo de material, um dos pedaços que supostamente são de Gebel Kamil, chega a custar US$ 1,6 mil.

Nem mesmo Neil Armstrong, o primeiro ser humano a pisar na Lua escapou dos leilões de seus objetos. Qualquer objeto que tivesse alguma relação com o ex-astronauta – autógrafos, peças de roupa, mechas de cabelo, entre outros – eram vendidos a peso de ouro em sites de leilões, como o eBay. Cada autografo era vendido a lances de pelo menos US$ 50 mil. Esta cobiça teria levado Armstrong a se recusar a autografar ou tirar fotografias fora de cerimônias oficiais.

Vender partes de equipamentos aeroespaciais utilizados ou não em missões é crime, já que qualquer parte é, por acordo internacional, propriedade do governo que as lançou ao espaço (obviamente, esse acordo não envolve as patentes deste objetos). Mas vender algum meteorito depende de como cada governo encara o assunto. No fundo, a ilegalidade neste tipo de comércio está em como as pedras foram obtidas. Por exemplo, no Brasil não há legislação específica sobre a propriedade do meteorito – se é do dono do terreno ou da pessoa que o encontrou. Apenas há uma proibição formal da saída de qualquer objeto de interesse científico do país sem que haja a comunicação prévia aos órgãos competentes. Em outros países, as leis são um pouco deferentes: nos Estados Unidos, a propriedade sobre os meteoritos recai sobre o dono do terreno onde ocorreu a queda; na Austrália, é proibido a retirada das rochas sem a permissão governamental.

Uma coisa é certa: o caso de Mitchell revelou uma indústria pouco preocupada com a popularização da ciência ou do aumento do conhecimento científico. Sem entrar no mérito sobre a inocência ou culpa do ex-astronauta, a venda de objetos utilizados em missões espaciais, ou pedaços de meteoritos ou partes de equipamentos, como satélites, só interessa a uma pessoa: quem compra.

QUANDO A NATUREZA CHAMA OS ASTRONAUTAS

Por Flávio da Costa Gonçalves

CAMPOS DO JORDÃO (é apertado) – Você sempre teve a curiosidade em saber como os astronautas vão ao banheiro quando estão no espaço? O astronauta Mike Missimino, que integra a tripulação da última missão da Atlantis, mostra no vídeo acima como as coisas funcionam.

 

ATLANTIS (1985-2010)

Por Flávio da Costa Gonçalves

CAMPOS DO JORDÃO (hoje deu tempo) – Pois é, meus jovens. Os dias e noites estão mais do que corridos, mas hoje o dia merece pelo menos essa nota rápida. As 15h20 (se as condições climáticas permitirem), o ônibus espacial Atlantis parte para a sua última jornada, em uma missão que levará um minimódulo (mini-módulo?) de pesquisas russo, uma antena e baterias, além de brinquedos que depois serão doados para as crianças com câncer dos Estados Unidos.

Os dados a cerca a Atlantis são impressionantes. Nesses 25 anos de missões, a nave realizou 31 missões, passando 282 dias em orbita, e prestando inúmeros serviços a humanidade. A Atlantis também foi a primeira nave espacial americana a acoplar em uma estação espacial russa (coisa que poucos imaginavam durante a guerra fria), a finada Mir, em 1995.

A aposentadoria dos ônibus espaciais já era anunciada e aguardada pelos americanos há tempos. Após o acidente com o Columbia, em 2003 – quando a nave explodiu em sua reentrada na Terra – as pressões para a aposentadoria das naves espaciais aumentou. Além disso, custa muita grana manter esses meninos, e como o orçamento da NASA diminui a cada ano, fica difícil explicar o porquê uma agência do governo gasta tanto com ciência (sim, muitos ainda encaram o dinheiro gasto em ciência como “dinheiro perdido” e não como investimento). E junte a isso, o fato do presidente norte-americano querer passar para a iniciativa privada a responsabilidade de construir ônibus espaciais e deixar os dólares americanos para projetos como a ida do homem até Marte.

Portanto, durante muito tempo, deixaremos de assistir, ouvir, saber que uma nave americana partiu da Terra rumo a Estação Espacial Internacional ou que um ônibus espacial levou astronautas para uma missão de conserto do telescópio Hubble. Coisas que antes pareciam até banais, mas que farão falta. Era uma coisa de despertar a imaginação com naves voando, com a vida de astronauta, com a tecnologia, em querer saber se era verdade que eles flutuavam no espaço.

Ótimo descanso, Atlantis!

VULCÃO VENUSIANO

A ESA, Agência Espacial Europeia, divulgou um vídeo animação que mostra o pico vulcânico Idunn Mons, em Vênus, na região de Imdr Regio. A parte colorida, com dados da sonda Venus Express, mostra emissões de calor devido aos fluxos vulcânicos. As cores vermelha e laranja representam as áreas mais quentes, e a púrpura, a mais fria.

EM MARTE A PARTIR DE HOJE

Por Flávio da Costa Gonçalves

CAMPOS DO JORDÃO – (vejamos) – Olá a todos. Ando sumido, mas apareço de vez em quando. E enquanto arrumamos as coisas pelo blog, principalmente os tais permalinks, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez um discurso no Centro Espacial Kennedy, Flórida e conversou sobre o desenvolvimento de uma nave espacial que permitiria viagens a lugares nunca dantes navegados, como algum ponto bem próximo de Marte ou até mesmo, um pouso em nosso vizinho vermelho. Tudo isso para não antes de 2030, já que é necessário um bom tempo para o lobby no congresso americano para a liberação de verbas para a construção de algo tão grandioso. Vale lembrar que os nossos queridos ônibus espaciais serão aposentados em breve e um bom dinheiro será investido nisso.

Mas o problema não se resume apenas a grana. Não só de dinheiro vive o homem e uma viagem desse porte necessita muito mais do que investimentos tecnológicos. Levando-se em conta que o tempo médio de viagem de uma nave até Marte é de 30 meses, é necessário pensar em muitas coisas que devem garantir a saúde e algum conforto aos astronautas e suas famílias aqui na Terra.

O problema combustível seria o primeiro deles. Mesmo que não seja necessário manter os motores ligados durante toda a viagem (lembram-se da primeira lei de Newton?), a entrada e saída das órbitas dos planetas, bem como algumas correções de rota gastam boas doses do combustível. Mas não é só isso. A alimentação desidratada para os seis ou mais astronautas que fariam parte da missão é outra questão a ser resolvida. Imagine a quantidade de alimento a ser armazenado para alimentar todo mundo durante tanto tempo? Além disso, o organismo de um astronauta sofre alterações em um ambiente de onde a aceleração gravitacional é muito menor do que na Terra (o que causa atrofia muscular e alterações nos batimentos cardíacos, na pressão sanguínea, entre outras coisas). Some a tudo isso o tempo longe dos familiares, amigos, colegas e a comunicação, já que a onda vinda dos comunicadores da nave e do comando da missão demora aproximadamente 25 minutos para chegar até o outro receptor. Então, uma conversa sobre qualquer coisa, incluindo uma emergência, dura 50 minutos.

Portanto, se lá por 2030, você testemunhar um ser da mesma espécie pisando no gramado vermelho de nosso vizinho, saiba que viajar pelo espaço é muito mais do que passar no posto de gasolina, encher o tanque e passear até o planeta desejado. Uma missão é construída pela soma do planejamento com a tecnologia empregada. Até descobriremos muitas coisas, pode ser que a política espacial  norte-americana mude e eles não queiram mais ir até Marte.

Tomara que eu consiga ver uma coisa dessas. E vocês também.

ENERGIA MÁXIMA

Na manhã desta terça-feira, pelo horário de Brasília, o mundo testemunhou mais um recorde de energia produzido pelo LHC. Desta vez, a incrível marca de 7 Tev (7 Tev!) de energia foi obtida em uma colisão bem sucedida de prótons, após duas tentativas mal sucedidas durante a madrugada.

Agora, com a produção do “big-bang em miniatura”, físicos de todo o mundo terão anos de trabalho para analisar os dados gerados com a histórica colisão desta terça. A esperança é que as questões sobre a origem do universo e sobre a matéria escura, seja respondida nos próximos anos.