Marte
 
Por Flávio da Costa Gonçalves
 
 
Os planetas de nosso sistema solar.
 


Marte, o planeta vermelho.
Marte, o planeta vermelho, é o quarto planeta a partir do Sol, e tem cerca da metade do tamanho da Terra. Vulcões gigantescos, falhas profundas, planícies salpicadas de rochas e leitos de rio secos marcam a superfície. Como a Terra, tem calotas polares de Gelo e estações climáticas.

O vermelho característico do terreno marciano vem do óxido de ferro nas rochas e no solo.

O planeta possui duas luas: Phobos e Deimos.

Marte é um dos planetas mais fáceis de se ver a olho nu, já que está visível da Terra a maior parte do ano.

A estrutura e a atmosfera

Marte é formado por metal e rocha. Quando era jovem e derretido, seu material se diferenciou em um núcleo de camadas. O ferro pesado afundou no centro e as rochas silicáticas mais leves formaram um manto em torno do núcleo metálico. O material menos denso formou a crosta. Marte começou então a se solidificar de fora para dentro.

É provável que o núcleo já esteja sólido, pois o tamanho relativamente pequeno do planeta e a distância que está do Sol sugerem que esfriou mais que o núcleo da Terra.

Marte leva quase dois anos terrestres para orbitar o Sol. Como o planeta Terra, tem estações do ano e um dia que dura cerca de 24 horas. Sua órbita é mais excêntrica que a da Terra há uma diferença de cerca de 42 milhões de quilômetros entre sua maior e menos distância do Sol.



A aparência e os aspectos de sua superfície

Grande parte do hemisfério norte de Marte é coberta por planícies vulcânicas baixas relativamente lisas. O terreno do hemisfério sul é mais velho e de montanhas de crateras. As principais formações da superfície de Marte encontram-se numa faixa de 60° centrada no equador. O traço mas notável é o vale Marineris, um complexo sistema de cânions de mais de 4 mil km de comprimento. Os cânions formaram-se há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando forças internas no jovem planeta fenderam sua superfície. Desde então se alargaram e aprofundaram, erodidos pela água e pelo vento, ou por colapso. Forças internas formaram também áreas elevadas como a montanhas Tharsis. O monte Olympus e outros grandes vulcões tipo escudo, formados por sucessivos fluxos de lava, dominam essa região.
A estrutura do planeta Marte.
   


As luas de Marte
 

As duas luas de Marte: Phobos e Deimos.
O planeta possui dois pequenos satélites, Phobos e Deimos. Phobos é o maior deles, com 26,8 km de diâmetro e uma distância de 9 380 km do planeta; Deimos tem apenas 15 km de diâmetro e está a uma distância de 23 450 km. Acredita-se que esses corpos escuros e rochosos são asteróides capturados pela gravidade do jovem Marte.

Vida no planeta vermelho
Por muito tempo pensou-se que Marte talvez abrigasse vida. Hoje sabemos que a água em estado líquido, ingrediente essencial para a vida, teve grande papel no seu passado. Sondas espaciais procuraram sinais de vida em sua superfície e supõe-se que um meteorito marciano na erra tinha fósseis de organismos vivos. Desde 2004, os veículos exploradores Spirit e Opportunity procuram pistas de como era Marte quando tinha água em estado líquido. O Opportunity encontrou em 2007 seixos ricos em hematita em Marte. Na Terra, esse mineral rico em ferro se forma quase sempre na presença de água em estado líquido.
Imagem de um círculo de água com 12 km de diâmetro em uma das crateras de Marte.

As descobertas mais recentes dão conta de que existe água na forma de gelo nas calotas polares. Existem fortes evidências (vales de rios secos e planícies de inundação) que atestam que houve água em estado líquido em Marte há pelo menos 3 bilhões de anos, quando o planeta era mais quente.

As missões a Marte

Sondas espaciais foram enviadas a Marte desde o início da década de 1960. Mais de 30 naves tiveram sucesso: sobrevoaram o planeta, orbitaram-no, pousaram e rodaram sobre ele. Elas nos deram as primeiras imagens mais próximas do planeta e, em 1976, as Viking 1 e 2 pousaram nele. Captaram imagens de seus locais de pouco, estudaram a atmosfera, analisaram amostras da superfície e procuraram sinais de vida, embora sem encontrá-los.

Na década de 90, sondas orbitais, destacando-se Surveyor e a Mars Express, examinaram o planeta e veículos exploraram sua superfície. Primeiro foi o Sojourner, da missão Mars Pathfinder, depois dois veículos da Mars Exploration.

Imagens e dados sobre Marte

Até Marte pode fazer uma cara alegre. A cratera marciana Galle tem características internas que fazem lembrar o símbolo do "smiley". Tais marcas foram originalmente descobertas no final dos anos 70 através de imagens tiradas pelo orbiter Viking. Um grande meteoro colidiu com a superfície de Marte e formou esta cratera.
   
O Opportunity teve a sorte dos deuses. Não só encontrou o primeiro meteorito a ser descoberto fora do nosso planeta, como o seu escudo de proteção, que largou ao aterrar. O objeto, com o tamanho de uma bola de basquetebol, é na sua maioria composto por ferro e níquel.
   
O maior vulcão no Sistema Solar encontra-se em Marte. O Monte Olympus mede 24 km em altura e 500 em comprimento. Por comparação, o maior vulcão da Terra, Mauna Loa no Hawaii, mede 9 km de altura e 120 em comprimento. Estes gigantescos vulcões podem existir em Marte devido à baixo gravidade e falta de movimento tectônico da superfície.
 
Dados de Marte



Diâmetro 6 792 km
Distância média do Sol 227,9 milhões de quilômetros
Período Orbital 687 dias terrestres
Período de rotação 24, 62 horas
Temperatura da superfície -125°C a 25°C
Número de satélites naturais 2
Velocidade orbital média 24, 077 km/s
Inclinação 5,65° do equador solar
Área da superfície 1,448x108 km² (0,284 Terras)
Volume 1,638x1011 m³ (0,151 m³)
Massa 6,41x1023 kg
Densidade média 3,934 g/cm³
Gravidade Equatorial 3, 69 m/s²

 AGRADECIMENTOS | FALE CONOSCO | INDIQUE-NOS | PARCERIAS | POLÍTICA DE PRIVACIDADE | SOBRE O PRATICANDO FÍSICA | TERMOS DE USO
© Copyright 2009-2010 - pF - praticando Física - Todos os direitos reservados.